O benchmarking está se tornando uma commodity – mas sua consultoria não precisa seguir esse caminho. Enquanto concorrentes disputam por preços cada vez menores, empresas visionárias estão usando automação e inteligência analítica para transformar relatórios básicos em ferramentas estratégicas de alto valor.
O benchmarking em Transfer Pricing está passando por uma transformação crítica. O que antes era um serviço altamente especializado está se tornando cada vez mais padronizado – e, consequentemente, mais commoditizado.
Empresas e consultorias pagam altas taxas por bancos de dados, investem horas ajustando critérios de busca e refinando análises, mas, no final, muitas vezes obtêm margens de lucro insignificantes. O trabalho manual ainda representa pelo menos 50% dos custos, tornando o processo caro, demorado e pouco escalável.

Se nada mudar, o benchmarking corre o risco de se tornar um produto genérico, onde o diferencial competitivo se resume a quem oferece o preço mais baixo – não a melhor qualidade ou defensabilidade fiscal.
Por que o Benchmarking está virando Commodity?
1. Dependência excessiva de Bancos de Dados padronizados
- Muitas empresas usam as mesmas fontes (BvD, S&P, etc.) com critérios de busca semelhantes.
- Isso gera resultados muito parecidos, reduzindo o valor percebido do trabalho.
2. Processos manuais consomem tempo e lucratividade
- Ajustes manuais em planilhas, exclusão de outliers e justificativas casuísticas tomam horas de trabalho especializado.
- Como o preço do benchmarking não acompanha esses custos, a margem encolhe.
3. Clientes exigem mais por menos
- Com a maior disponibilidade de dados, empresas esperam relatórios mais rápidos e baratos, pressionando consultorias a cortar custos – muitas vezes em detrimento da qualidade.
Como evitar a commoditização do Benchmarking?
Automatize o máximo possível
- Ferramentas de IA e machine learning podem:
- Reduzir o tempo de seleção de comparáveis em até 80%.
- Identificar outliers com maior precisão do que métodos manuais.
- Gerar documentação automática, incluindo trilhas de auditoria robustas.
Vá além dos critérios básicos
- Em vez de apenas aplicar filtros padrão (NACE, receita, etc.), inclua:
- Análise funcional avançada (DEMPE, nível de risco).
- Dados setoriais exclusivos (como benchmarks de cadeias de suprimentos globais).
Ofereça insights, não apenas dados
- Transforme relatórios em ferramentas estratégicas, mostrando:
- Tendências de margens por região.
- Sensibilidade a diferentes métodos (TNMM vs. PRLM).
- Cenários de disputa fiscal e como se preparar.
Monetize o tempo economizado
- Se a automação reduz o tempo de análise, realoque consultores para:
- Auditorias preventivas.
- Estratégias de planejamento tributário.
- Defesa em litígios fiscais.
Conclusão: O Benchmarking precisa se reinventar
Se continuarmos fazendo benchmarking da mesma forma, ele se tornará apenas mais um produto genérico no mercado de TP. A solução?
- Adote tecnologia para reduzir custos operacionais.
- Personalize análises para agregar valor único.
- Transforme dados em insights estratégicos.
O futuro do benchmarking não é sobre quem tem os dados mais baratos, mas quem extrai o melhor valor deles.
E você? Como sua empresa está evitando a commoditização do benchmarking?
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